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Quem conta dois contos

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06
Mai18

Fake news

arp

Estive numa conferência sobre as Fake News. No Circulo Cultural. Foi francamente interessante.

As redes sociais são acusados por grande parte da imprensa de divulgarem notícias falsas. Para dar um ar mais técnico e culto dizem fake news. O Mirante, usou, sobre uma afirmação minha, os termos fake e aldrabices, ainda aguardo pelo desmentido e pedido de desculpas exigido numa carta ao director. Por oposição alegadamente os jornais dão as notícias verdadeiras cumprindo os critérios jornalísticos. A primeira pergunta é o que é uma notícia verdadeira? Exemplos: DN em 9 de Março de 2011 “O presidente executivo da Portugal Telecom (Zenal Bava) foi eleito o melhor CEO da Europa no sector das telecomunicações”. Ou as “notícias” sobre os prémios ganhos por Salgado, ou sobre as capacidades de José Sócrates e as maravilhas que fez com o país. Até sobre a fortuna da mãe deste.

Outra pergunta será se o não noticiar evidências, não sendo “Fake news” se é jornalismo? Como exemplo  o silêncio sobre a abertura da EN 114. Ou sobre a inexistência de uma coisa tão simples como passeios.

Ou ainda a manipulação. Dos tempos em que para não se falar do orçamento de Estado se falava da pen em que ele foi entregue. Ou do cigarro que o primeiro-ministro fumou no avião em vez do desastre da sua prestação em Bruxelas.

Creio que o problema é sério. Para os jornais naturalmente. Hoje é possível ganhar uma campanha ignorando os meios de comunicação social logo de forma muito mais barata. Uma das razões da raiva permanente dos meios contra Trump (ganhou com todos os meios de comunicação contra ele).

Quando os meios de comunicação passaram a publicitários perderam o respeito dos leitores. O tempo em que quais cavaleiros descobriam, investigavam, foi ultrapassado pelo tempo da (tentativa) de manipulação e publicidade.

Hoje felizmente, a tecnologia, permite a cada um de nós emitir uma opinião. Cada um emitir como numa televisão. Os profissionais, começaram (tarde) a correr atrás do prejuízo. Alguns ainda estão a atacar a realidade presente.

À velocidade a que a tecnologia evolui quem não se adapta morre. Medindo o tempo em ciclos eleitorais, creio que uma boa parte dos jornais não vai resistir a mais de dois ciclos – o tempo para os agentes políticos perceberem as sua inutilidade (para os objectivos deles).

 

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